Bicicletários fechados e localizados em estações e terminais da rede de transporte público ampliam a infraestrutura de apoio aos ciclistas e fortalecem a integração entre modais. Esses espaços gratuitos permitem que a bicicleta seja usada no início ou no fim do trajeto, incentivando a mobilidade ativa, reduzindo o tempo de deslocamento, a dependência do automóvel e os impactos ambientais.
Fonte: Prefeitura de Niterói
Já existem vários exemplos de bicicletários funcionando pelo país. Recife (PE) já implantou três unidades dentre as 17 programadas para os seus terminais de integração. Todas elas têm seu uso controlado por QR e aplicativo. Em Fortaleza (CE), a prefeitura começou a implantar bicicletários nos terminais de ônibus em 2016, chegando a ter pelo menos seis em operação. Em Niterói (RJ), funciona desde 2017 o bicicletário da praça Arariboia, ao lado das estações das barcas que ligam a cidade ao Rio de Janeiro e que transportam em média 110 mil passageiros/dia.
Os bicicletários da cidade São Paulo
Na capital paulista encontramos a maior rede de bicicletários em terminais e estações do transporte público e que são gerenciadas por empresas diversas e com variadas estruturas de funcionamento.
Mapa no site da CET com bicicletários da cidade de São Paulo.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tem uma rede que cobre 12 municípios da Grande São Paulo e oferece mais de 5.700 vagas em cerca de 20 bicicletários localizados em suas estações. Os espaços são gratuitos e funcionam diariamente das 4 da manhã até a meia-noite.
Para usar um bicicletário da CPTM é preciso fazer um cadastro presencial, levando documento oficial, comprovante de residência e dados da bicicleta que, aliás, precisa ser um modelo tradicional, sem motor elétrico. A permanência máxima nesses espaços fechados, iluminados e com piso de concreto é de 72 horas e o ciclista deve usar seu próprio cadeado e corrente.
Nas linhas operadas pela Motiva (ViaQuatro e Via Mobilidade) existem 30 bicicletários distribuídos pelas linhas 4 Amarela, 5 Lilás, 8 Diamante e 9 Esmeralda que, no total, disponibilizam mais de 4 mil vagas gratuitas.
Fonte: ViaMobilidade
Para acessar esse sistema, é preciso baixar o aplicativo Bicicletário Digital da Via Mobilidade na Play Store ou na Apple Store e fazer um cadastro. Após o registro no app, o ciclista comparece à Sala de Supervisão Operacional de uma das estações para retirar um lacre de identificação.
O horário de funcionamento varia conforme a linha e a estação. O usuário deve utilizar corrente e cadeado próprios, e o tempo máximo de permanência é de quatro dias.
A SPTrans também mantém bicicletários gratuitos em 33 terminais de ônibus e seis estações do Expresso Tiradentes somando mais de 2.600 vagas espalhadas por toda a cidade. O cadastro é presencial e varia um pouco: em alguns terminais, é necessário apresentar documento com foto e comprovante de residência do ciclista. Em outros, basta o registro de entrada. O tempo de permanência é outra variável do sistema podendo, em alguns casos, chegar a até sete dias.
Bicicletário do Terminal Santa Isabel. Fonte SPtrans
Referências: agenciasp.sp.gov.br | mobilidade.estadao.com.br | cptm.sp.gov.br | ciclovivo.com.br | cms.sp.gov.br | cptm.sp.gov.br | sptrans.com.br | uniaodeciclistas.org.br | folhape.com.br | polocicloviarioarariboia.eco.br
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