Publicado em 21/05/2026 às 19:35
MotoGP Brasil ocorreu na cidade de Goiânia em março de 2026 e marcou o retorno da prova ao país após mais de vinte anos. O evento tinha a expectativa de receber 155 mil, entre espectadores e trabalhadores, para três dias de atividades intensas entre treinos livres, classificação, sprint e a prova oficial, com muita gente vindo de fora da capital goiana e até mesmo de outros países.
Fonte: Governo de Goiás
Plano especial de operação e transporte
O quadro exigia o desenvolvimento de um plano especial de operação e transporte que priorizasse o transporte coletivo ou por motos até o Autódromo Ayrton Senna e que produzisse o menor impacto possível na rotina dos moradores da cidade. Para isso, foram criadas oito linhas de ônibus temporárias com ligação a terminais e áreas de alta demanda, como o setor hoteleiro, por exemplo. E todas elas integradas ao BRT.
Mapa dos pontos de embarque e desembarque nos terminais temporários das linhas especiais com base nos portões de entrada para cada tipo de ingresso. Fonte: RMTC
Para pagar pelo uso do serviço de transporte público as pessoas puderam usar cartão débito/crédito por aproximação ao preço de R$ 4,30 por viagem. Pelo mesmo valor também foi possível a compra unitária em dinheiro de atendentes volantes. Outra opção era adquirir o Cartão Motovelocidade por R$ 25,00 e que dava direito a duas viagens por dia, não acumulativas, durante os três dias do evento.
Fonte: Plano especial de operação e transporte para o MotoGP 2026 em Goiânia
Para garantir a segurança e evitar congestionamentos, o plano estabeleceu também duas áreas de vácuo, com a principal delas cobrindo o entorno do autódromo, e que proibia a circulação até de táxis e serviços de aplicativos. Assim, restou aos espectadores o uso dos vários bolsões de estacionamento tipo Park and Ride criados para a ocasião, ou o deslocamento sob duas rodas. A permissão das motocicletas foi um pedido da organização do evento que o plano de operação acatou, mas desde que o vínculo não fosse um serviço de mototáxi, formal ou informal. Ao mesmo tempo, tanto o autódromo quanto os estacionamentos receberam pontos de embarque e desembarque temporários.
Plano especial de operação e transporte para o MotoGP 2026 em Goiânia
Outro recurso estabelecido foram os bloqueios viários (checkpoints) que serviram para ordenar o tráfego, proteger pedestres e permitir um acesso mais rápido dos veículos autorizados e de emergência. Além disso, os portões do autódromo ajudaram a separar o fluxo por público, equipe, serviços, carga e veículos credenciados, evitando conflitos entre os deslocamentos e mantendo a circulação sob controle.
O dia seguinte
A implementação do plano permitiu o atendimento eficiente de um público superior a 150 mil na soma dos três dias de evento com destaque para a integração eficiente entre o sistema BRT e os serviços das linhas especiais de ônibus. A prática também evidenciou a efetividade de um modelo institucional integrado de gestão da mobilidade para grandes eventos, coordenado pelo estadual com apoio técnico especializado, demonstrando a capacidade de implantar e gerenciar operações complexas em um curto período de tempo, com elevado potencial de replicação em outros contextos e eventos de grande porte.
Referências: motogp.rmtcgoiania.com.br | cbngoiania.com.br | portal6.com.br | goias.gov.br | jornalopcao.com.br | g1.globo.com | anp.com.br | antpboaspraticas.org/MotoGP-Plano-Operacional-2026
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