Publicado em 05/05/2026 às 18:00
A Prefeitura de Fortaleza criou a Galeria de Recondicionamento e Aprendizagem sobre Bicicletas Urbanas, mais conhecida simplesmente como GRAU, que funciona na sede da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC).

O GRAU integra políticas de ciclomobilidade e gestão de resíduos sólidos e se tornou um dos pilares da estratégia da capital cearense para conectar inclusão social, geração de renda e mobilidade sustentável. O projeto tem o suporte da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (Citinova), o patrocínio do Instituto de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (IC) e o apoio técnico do Instituto Aromeiazero.
Metodologias
O GRAU aplica duas metodologias desenvolvidas pelo Instituto Aromeiazero: o sistema de doação conhecido como Bike Parada Não Rola e a série de aulas do Viver de Bike que, em Fortaleza, adotou o nome de Dando Grau.
A doação das bicicletas é organizada através da divulgação de um link com um formulário que é revisado pela equipe técnica do GRAU. Se aprovada, o pessoal segue, então, para a coleta do equipamento. Na sequência, as bicicletas são recondicionadas para uso nas atividades da formação.
O curso
O Dando Grau capacita os participantes em mecânica básica, segurança no trânsito, empreendedorismo e gestão financeira com aulas que acontecem em uma área dedicada ao projeto nas instalações da AMC.

A formação de 30 horas é gratuita, presencial e oferece certificado de conclusão para quem tem presença em pelo menos 75% da carga horária. Seu foco é a população de baixa renda acima dos 18 anos, sem limite de idade. As inscrições são feitas através de um portal online e, após análise da documentação dos candidatos, são definidos, por ordem de chegada, os 20 participantes que formaram duas duas turmas. Ao concluir o curso, cada formando recebe uma bicicleta recondicionada.

Fonte: instituto Aromeiazero
O papel da AMC e os resultados
A integração do GRAU com a AMC foi determinante para o grande alcance do projeto. A autarquia atuou ativamente na coleta de bicicletas, na mobilização territorial e no envolvimento dos agentes de trânsito, o que ampliou o número de inscritos e contribuiu para aproximar cidadãos e servidores. O engajamento dos agentes no suporte operacional e nas instruções aos alunos refletiu em uma transformação cultural dentro da própria instituição.

Participante do curso, Marcos Benício sonha em montar uma oficina de bicicletas. Fonte: Prefeitura de Fortaleza.
Os dados do programa traduzem o impacto da iniciativa: 56% dos participantes são mulheres, 81% são pessoas negras e 56% estavam desempregados antes da capacitação. Após o curso, 95% relataram mais confiança para pedalar na cidade, 93% passaram a realizar manutenção básica nas próprias bicicletas e 97% notaram melhora na qualidade de vida e no convívio social. Mais de 90% se sentiram mais preparados para trabalhar e empreender com a bike.
Referências: opovo.com.br | bikeaospedacos.com.br | g1.globo.com | fortaleza.ce.gov.br | aromeiazero.org.br | selecaojuventude.fortaleza.ce.gov.br | docs.google.com | selecaojuventude.fortaleza.ce.gov.br/arquivo
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